sábado, 26 de agosto de 2017

A Arte da Memória

A Arte da Memória

Para Nietzsche, por exemplo, a verdade é um ponto de vista. Ele não define nem aceita definição da verdade, porque não se pode alcançar uma certeza sobre a definição do oposto, da mentira.


A Arte da Memória
O que mais me despertou interesse enquanto estava no meio de uma pesquisa sobre as origens da Maçonaria não operativa foi quando me deparei com a “Arte da Memória” o que mais me estranhou era que essa técnica utilizava a olhos vistos o conhecimento da arquitetura para didaticamente memorizar ensinamentos, segredos e rituais”, fica a curiosidade. Qual a ligação entre  a Arte da Memória e os nossos antepassados pedreiros.
O compendio desse texto foi consultado no Livro de David Stevenson (O Século da Escócia 1590-1710) Editora Madras, no qual tentei misturar esse trabalho com minhas próprias idéias sobre o Tema, o que fascina é que parece tão visto aos olhos a ligação entre essa Arte e os ensinamentos da Doutrina Maçônica, a forma didática de interpretação do que ensinam nos templos.
Para que, então tentaremos desenvolver sobre isso sem ter a pretensão de finalizar o tema, apenas expondo o meu ponto de vista pessoal.

A arte da memória era uma técnica para melhorar a capacidade de memória de uma pessoa, que se desenvolveu na Grécia antiga, mas é mais bem conhecida pelos escritores romanos, era considerada especialmente valiosa para oradores e advogados, que tinham de memorizar longos discursos, mas também tinha vasta utilização nas épocas anteriores à criação da imprensa escrita.
A técnica grega de mnemônica era baseada em um edifício.
O estudante da arte era instruído a estudar algum edifício grande e complexo, memorizando seus cômodos e sua planta, alguns lugares ou características peculiares do local. Para fazer isso, ele devia estabelecer uma ordem especifica para visitar cada cômodo individualmente e cada local do edifício. Ao memorizar um discurso ele deveria então, imaginar-se andando por esse edifício em sua rota pré estabelecida, e em cada local memorizado ele deveria estabelecer imagens que seriam associadas a cada argumento ou ponto em seu discurso.A ordem em que as imagens eram colocadas no percurso pelo edifício deveriam corresponder à ordem em que os pontos  seriam cobertos no discurso. Essas imagens estabelecidas em lugares teriam de estar ligadas de certa forma a pontos sendo memorizados. A ligação poderia ser simples e direta (por exemplo, uma arma representando um assassinato ou guerra) ou indireta e rebuscada, baseada em caprichos da mente fazendo associações entre imagens e conceitos que não fariam sentido para as outras pessoas.
Freqüentemente as imagens eram figuras humanas e acreditava-se que imagens incomuns e marcantes belas ou grotescas, cômicas ou obscenas eram mais fáceis de lembrar que as imagens comuns.
Quando ia fazer seu discurso o Orador estaria andando mentalmente pelo edifício de sua rota, e cada imagem em seu lugar o faria lembrar-se do ponto que deveria abordar em seguida, no discurso Enquanto o objetivo mais comum era lembrar-se de pontos salientes a serem abordados em ordem, havia também, nas fontes romanas, o uso intensivo da arte pelos indivíduos altamente habilidosos a ponto de memorizar todas as palavras de um discurso.
Uma primeira impressão à Arte da Memória é possivelmente a de que ela atrapalharia, em vez de ajudar o infeliz orador. Embora seu edifício de memória pudesse ser usadas repetidas vezes para diferentes discursos a necessidade de lembrar-se de um grande numero de lugares, a ordem em que visitá-los, suas imagens e importância parece um empecilho debilitante. O sistema, porem, funcionava e foi, sem duvida, responsável por alguns dos notáveis feitos de memória registrados dos antigos poetas e oradores.
A maioria das pessoas pensa em coisas que já memorizaram de uma forma indireta e complexa porque funcionava melhor, para elas ainda que não para os outros do que a memorização simples e direta. Talvez isso nos ajude a entender a Arte da Memória. As peculiaridades da mente que podem levar as pessoas e terem mais facilidade para memorizar um fato complexo, foram elaboradas pela Arte da Memória em uma ferramenta sistemática e poderosa, a Memória Artificial.
As freqüentes imagens humanas que revelavam sua importância por meio de ações, vestimentas e posses também podem estar relacionadas às figuras de deuses e as personificações de conceitos abstratos (tais como as virtudes identificáveis por seus atributos) que eram populares no mundo antigo. No império romano, por exemplo, estes foram desenvolvidos na cunhagem de moedas, em uma elaborada “forma de referencia simbólica a quase toda atividade do estado”, que fosse intimamente ligada à crença popular, pela tendência de considerar as personificações.
A Paz segurando um ramo de oliveira ou a Abundancia segurando espigas de milho e uma cornucópia de plenitude poderia ser chamada, em um sentido geral, de imagens de memória, de fato muitas outras espécies de simbolismo podem ser vistas assim, pois os símbolos ou imagens sempre foram amplamente usados para lembrar ao portador de determinadas coisas. Com a vinda do cristianismo, o sistema romano de personificação foi tomado e desenvolvido como parte da Iconografia Cristã na qual cada santo tinha seus atributos (recordando sua vida, virtudes especiais ou martírio) para auxiliar a identificação. As seqüências de imagens nas igrejas medievais sejam elas em grupos de santos (que na ordem transmitem uma mensagem especifica) ou representações simbólicas de eventos bíblicos, também eram guias para a memória.
Acima de tudo a Arte da Memória era baseada em imagens mentais que não tinham evidencia física. Ela geralmente se baseava em edifícios mentais e lugares reais dentro deles, e com o uso da memória artificial o edifício era visitado na mente.
Alem disso muitas das imagens empregadas na Arte da Memória eram invenções do usuário da técnica e não fariam sentido para outras pessoas enquanto a iconografia de personificações e santos era para que as imagens fossem compreendidas por todos .
No mundo antigo, a arte da memória era classificada como um aspecto da retórica, mas Cícero também um defensor da Arte classificava a Arte como uma das três partes da virtude da Prudência (as outras sendo inteligência e presciência), como passar do tempo, isso teve grande importância para a Arte da Memória, pois as virtudes definidas por Cícero (Prudência, Justiça, Fortitude e Temperança) foram aceitas na idade média como as quatro virtudes capitais.
Assim a Arte da Memória, identificada como prudência, passou a ser considerada um aspecto da ética. O trabalho de Santo Agostinho, pois ela a considerava uma das três partes da alma (sendo as outras duas compreensão e vontade) e ensinava que, explorando a memória os homens poderiam encontrar uma imagem memória de Deus imbuída em suas almas. O que adquiria importância na religião, não só pelo valioso método de incutir verdades religiosas na mente, mas também como algo que em si tinha valor moral e levaria ao conhecimento de Deus.
A primeira pessoa a dar proeminência a esse novo tipo de sistema de memória foi Giulio Camilio, que morreu em 1544. Suas atividades despertaram intenso interesse, principalmente na França e Itália, pois ele construiu um sofisticado modelo de madeira de um “Teatro de Memória” atribuindo notáveis poderes ao seu funcionamento, mas recusando-se a revelar a qualquer pessoa os segredos da Arte, exceto ao Rei da França. Na verdade os segredos nunca foram revelados, mas a reconstrução que o Frances Yates fez do teatro mostra que ele foi baseado no teatro clássico, conforme descrito pelo arquiteto romano Vitruvio, embora com o acréscimo de influencias bíblico, como se observa pela inclusão dos sete pilares da Casa da Sabedoria de Salomão (“A Sabedoria edificou a sua casa, lavrou as suas sete colunas” – Provérbios 9,1). Da clássica Arte da Memória, Camilo tirou lugares memória e construiu imagens em madeira para colocar neles. Mas essas imagens eram consideradas talismãs capazes de invocar os poderes mágicos do sol e dos planetas, de acordo com teorias derivadas dos escritos herméticos.
A Arte da Memória utilizada foi, portanto, transformada em um método do oculto, pelo qual o homem poderia compreender o Universo e canalizar seus poderes, o salto de um edifício terrestre para os céus facilitado pelo fato de que, embora desde tempos antigos, a Arte da Memória se baseasse em edifícios, uma variante da tradição tinha procurado seus lugares memória nos signos do zodíaco e nas estrelas.
Outro famoso expoente da hermética da arte da memória no século XVI foi Giordano Bruno (1548-1600) ele entrou para a Ordem dos frades Dominicanos, tradicionalmente interessados na Arte da Memória, diz que se tornou altamente qualificado na arte, ainda muito jovem sua primeira obra era abertamente hermética, ele visitou Paris em 1581-1583 publicou suas duas primeiras obras a respeito da arte em 1582 em seguida ele se mudou para a Inglaterra aonde publicou a terceira obra foi publicada em 1583 nessa época quase imediatamente á publicação de sua terceira obra surgiu uma grande controvérsia em torno de suas idéias.
No conflito que se seguiu, a causa de Bruno foi defendida por um Escocês que morava em Londres. Alexander Dickson esse mesmo publicou em 1584 um tratado baseado na primeira obra de Bruno, esboçando a clássica Arte da Memória, mas inserindo-a num contexto egípcio hermético, esse seu ato foi seguido por duas denuncias (com base religiosa). Os esforços de Dickson para defender Giordano Bruno foram recompensados em diálogos publicados pelo próprio Bruno em 1584 Dickson aparecia nas obras como um dos principais oradores, sendo apresentado como “astuto, honesto gentil nobre e fiel amigo” de Bruno.
E provável que Bruno e seu discípulo Alexander Dickson tenham se conhecido na Inglaterra em 1583-5, mas mesmo que isso nunca tenha acontecido, o episodio revela que o principal defensor de Bruno na Grã-Bretanha foi um Escocês, e embora morasse na Inglaterra naquela época ele devia ter contato sem sua terra natal talvez por meio dele a Arte da Memória tenha se alastrado pela Escócia.
Com seu amor pelas varias formas da Arte da Memória Dickson combinava a Lealdade ao Catolicismo e a Mary, Rainha da Escócia (ate sua execução em 1587) nos anos seguintes ao seu envolvimento na controvérsia intelectual em 1584, ele é mencionado inúmeras vezes participando de empreitadas perigosas ele era Papista devoto e ainda foi acusado de espionagem morreu em 1604.
Outro personagem na corte escocesa a se interessar pela arte da memória era Willian Fowler, poeta, homem de letras, e secretário da Rainha Ana, da Dinamarca.
Dickson e Fowler, os dois protagonistas na Arte da Memória na escócia talvez tenham se conhecido na juventude, Dickson freqüentava a Leonard’s College, St Andrews formando-se em1577, e é certo que Willian Fowler, formado pela mesma instituição no ano seguinte, foi o futuro poeta e secretario.
Portanto Willian Schaw, Mestre de Obras do Rei James VI, trabalhou em uma corte aonde a Arte da Memória era conhecida e até o Rei se interessava por ela, suas ligações com Willian Fowler, em termos profissionais eram bem próximas, este era camareiro da Rainha, e Fowler era secretário da Rainha. Os dois homens acompanharam o Rei em seu passeio a Dinamarca em 1589-1590. Um relato de Fowler sobre o batismo do filho mais velho de James IV, o príncipe Henry, em 1594, nos dá uma idéia do relacionamento e do trabalho dos dois com o Rei “notando quase no fim do dia, que a Capela Real no Castelo Stirling “estava em ruínas e era pequena demais” James VI ordenou “ que a velha capela fosse demolida  e outra foss construída no mesmo lugar mais larga e mais longa”.
Não há menção especificamente ao “Mestre de Obras” do Rei para esse evento mas é inconcebível que ele não estivesse presente, as obras de construção da casa real eram de sua responsabilidade, e esse devido a escassez de tempo seria uma obra de grande urgência, com o próprio rei no local. Os arranjos para os magníficos festivais que acompanhariam a cerimônia de batismo (quando finalmente ocorresse) eram confiados pelo Rei a dois homens, um deles William Fowler.
Na ocasião do batismo do príncipe, há indícios de que Willian Schaw tenha trabalhado bem próximo ao Rei James VI e de William Fowler, ambos interessados na Arte da Memória. Sem duvida, contatos próximos entre os três homens também existiam na corte em outras épocas, e é mais do que plausível que tenham conversado sobre a Arte da Memória. Schaw pode ter desenvolvido seu interesse com tratados escritos, ou durante sua visita a Paris com  Lord Seton em 1584 na mesma época que Giordano Bruno esteve na cidade e publicou suas três obras a respeito da Arte, a corte Escocesa na década de 1590 era claramente um local onde tais interesses poderiam ser instigados e desenvolvidos. Embora Schaw  trabalhasse para a Rainha, e com Fowler , os dois homens eram separados pela religião, pois Fowler era um devotado protestante. E é possível que Schaw tenha encontrado uma afinidade maior do ponto de vista intelectual, com Alexander Dickson, seu colega católico.
Não se pode encontrar nenhum contato direto entre os dois homens, mas  seria um esforço de credulidade achar que os dois homens não se conheciam, uma vez que freqüentavam círculos semelhantes do que acreditar que nunca se viram. Mesmo que o interesse de Schaw pela Arte da Memória fosse anterior ao seu encontro com Dickson , seria inacreditável ele não discutir um assunto com um homem costumeiramente identificado como mestre da Arte da Memória, e bem  conhecido por suas publicações a respeito do tema , foi quando resolveu que o conhecimento da Arte seria uma qualificação necessária para membros de Lojas  Maçonicas.
Das muitas variantes da arte da memória , antiga medieval e renascentista, em  qual delas Willian Schaw  queria que os maçons escoceses se habilitassem na Arte da Memória?
A provável ligação com Dickson  e o fato de outros elementos da tradição hermética estarem presentes no surgimento da Maçonaria Livre nessa época deve, sem duvida, indicar que ela foi no mínimo influenciada pela arte hermética , oculta, de Giodano Bruno que, depois de oito anos de prisão morreu na fogueira em Roma por heresia, poucos meses após a emissão dos Segundos Estatutos de Schaw, em 28 de Dezembro de 1599. Se foi em parte, a arte de Bruno que Schaw introduziu aos maçons, então ele estava tentando implantar elementos de um culto hermético secreto à Arte dos maçons, usando a Arte da Memória para conduzir ao avanço e conhecimento espiritual do divino. Mas embora Schaw considerasse esse aspecto da Arte da Memória, devem ter sido outros aspectos, mais antigos da arte que o levaram a acreditar que ela tinha alguma relevância especial para a arte do maçom.
E concebível que a Arte da Memória , em alguma forma tenha sido usada pelos maçons escoceses antes de 1599, pois embora era costume ser estudada pelas obras dos eruditos  que escreveram a seu respeito , a arte era utilizada por homens em todos os niveis da sociedade, de fato, quando a palavra impressa começou a ser difundida , ela teria um potencial muito mais valioso para os analfabetos que para os alfabetizados. Há  registros de que ela foi usada por um cantor Italiano em 1435 , e pode ter tido grande uso também na transmissão oral de culturas tradicionais,  alem disso a Arte da Memória era especialmente apropriada para ajudar na transmissão de material  considerado secreto demais para ser registrado por escrito. É possível  que esse seja o motivo de não haver versões manuscritas escocesas de pelo menos parte de conteúdo dos Antigos Deveres até cerca de meio século mais tarde , os “ Old Charges”Antigos Deveres, deviam ser considerados na Escócia , secretos demais para serem escritos.
Os traços da arte da memória clássica que a tornam particularmente relevante para a arte dos maçons são óbvios. A Arte era baseada em caminhar por um edifício sofisticado, e acreditava-se que ela trazia grandes poderes ao adepto, aumentando muito a capacidade da memória humana , portanto essa poderosa Arte como outras artes consideradas capazes de aperfeiçoar as capacidades humanas, podia facilmente adquirir implicações ocultas e, em certo sentido baseava-se na habilidade do Arquiteto maçom.
Frances Yates apesar de não conhecer referencias no Segundo Estatuto de Schaw à Arte da Memória, sugere uma ligação entre a Arte que usava uma estrutura arquitetônica em busca de sabedoria e a Maçonaria.
Segundo a autor, na Inglaterra , “ a forma hermética da arte da memória talvez tenha raízes mais profundas (que na Italia) associando-se a simpatizantes católicos ou grupos religiosos secretos, ou ainda  com a incipiente Rosa-Cruz  ou com a própria maçonaria.
Os historiadores Maçonicos “não encontram solução para o problema da origem da Maçonaria “Especulativa”, com seu uso simbólico de colunas, arcos e outros traços arquitetônicos, e de simbolismo geométrico, uma vez que  sua estrutura interior apresenta um ensinamento moral e uma perspectiva  mística direcionada para o Grande Arquiteto do Universo. Eu penso que a solução para esse problema pode ser sugerida por meio da História da Arte da Memória, que a memória oculta na Renascenca… talvez seja a fonte real de um movimento hermético e místico que usava não a arquitetura real da Maçonaria  “operativa” , mas sim a arquitetura imaginaria ou “especulativa” da Arte da Memória como o veiculo de seus ensinamentos.
Isso pode ser por demais contundente. Na idade Média e na Renascenca, obcecadas por simbolismo e imagens, qualquer arte  desenvolveria simbolismo baseado em suas ferramentas , por isso a idéia de que o simbolismo maçônico teria surgido apenas da Arte da Memória renascentista não convence.
Mas tomando-se o Segundo Estatuto de Schaw, a Arte da Memória pode agora ser diretamente associada ao desenvolvimento da Maçonaria, e as implicações do oculto , adquiridas pela Arte, contribuíram para o desenvolvimento dos segredos e dos rituais maçônicos.
Porque Schaw o os maçons usavam a Arte da Memoria?
Sem duvida, a busca generalizada pela “ ilustração” mística estava presente , mas como já foi sugerido, a Arte provavelmente era empregada para fins mais mundanos, como por exemplo, memorizar os Antigos Deveres.
Por fim e para tornar mais excitante a compreensão de como surgiu a Maçonaria Livre,  poderemos ir ate uma Loja do século XVII que talvez fosse um templo a Memória,  um edifício com lugares e imagens nele colocados como estímulos para memorizar os segredos da Palavra do Maçom e os rituais de iniciação . A injução de Willian Schaw de que os maçons fossem testados na Arte da Memória e sua ciência já foi lida por gerações de historiadores maçônicos , mas sua importância nunca foi devidamente observada.
No entanto, essa curta afirmação é uma chave para compreendermos aspectos vitais  das origens da maçonaria, associando a Arte operativa do maçom aos grandiosos esforços do mago hermético.
Hamilton F Sampaio Junior.’.

Bibiografia

David Stevenson 1590-1710
H Mattingly  Roman Coins
Durkan  Alexander Dickson
H.W.Meikle J Craigie TheWorks the Willian Fowler
Works of Willian Fowler
P Burke popular culture in Early Modern Europe
Yates Art of Memory, 286,304

terça-feira, 22 de agosto de 2017

20 DE AGOSTO: EQUÍVOCO HISTÓRICO

A ideia de que fosse criado o Dia do Maçom, nasceu em Março de 1957 através da Loja “Acácia Itajaiense” de Itajaí – SC que propôs à Grande Loja de Santa Catarina, que fosse criado um dia para a referida comemoração, na jurisdição. Em principio propuseram o dia 21 de Abril por ser o dia da fundação da Grande Loja do Estado.A proposição foi apresentada na plenária da 5ª Mesa Redonda das Grandes Lojas realizada no Pará em 20/06 naquele ano, porem sem determinar qual seria a data. A Grande Loja de Minas Gerais então indiciou o dia 20 de Agosto, por ter sido nesta data em 1822, proclamada a Independência do Brasil dentro de um templo maçônico. A moção foi aprovada.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Evolução da Maçonaria Operativa para a Não Operativa

“A Ausência de Evidencia não quer dizer Evidencia de Ausência”

Como as Associações de Oficio se tornaram Não operativas.
Parte - 01

Nesse breve estudo sem pretensão nenhuma de dar por concluído as teorias sobre a transformação da Maçonaria Operativa em não operativa ou pelo ao menos “Menos Operativa”, tentaremos falar brevemente e de passagem sobre o  fato de que nos dias em que as pousadas (Lojas)  maçônicas eram mais "Operativas" ou dedicadas a atividades de construção reais no sentido arquitetônico ou de construções das próprias edificações em si. As corporações de oficio recebiam a entrada de pedreiros não Operativos ou digamos não de oficio , uma coisa que teoricamente se fazia necessária pelas condições em que os edifícios eclesiásticos eram erguidos. Muitas vezes, o trabalho estava sob a superintendência  geral de um bispo ou outra autoridade da igreja  que, na natureza das coisas, teria que ter a liberdade para  alojar os “pedreiros” . Ao mesmo tempo, empregavam funcionários cultos para cuidar dos livros e, possivelmente, também ensinaram homens para ajudar a resolver alguns dos problemas mais técnicos. Quando uma catedral era erguida por uma corporação local, era necessário que seus representantes tivessem acesso a registros e desta forma seriam autorizados a ter uma participação na direção das atividades; Além disso, pode ser que homens de alta posição social ou que ocupavam importantes cargos na sociedade, completamente fora do Ofício, fossem ocasionalmente, e por várias razões políticas ou sociais, admitidos dentro da fraternidade. Um exemplo é fornecido no Cooke MS (Manuscrito Cooke). Datado de 1450, onde é dito "Prince Edwin" que "de especulativo ele era um mestre".
O significado disto pode ser que este dignitário conhecia algo da "geometria" que estava na base de todo design de construção da época. Em qualquer caso, os homens foram admitidos em algum tipo de associação e que não apresentavam qualquer ligação com a construção em si, fato que não é motivo de surpresa porque estava bastante de acordo com os princípios e práticas das guildas de Construção . A aceitação desses pedreiros não  operativos  pode ter tido algum efeito nas cerimônias das Guildas. Na natureza de cada  caso, tal irmão não podia jurar manter os segredos comerciais sobre os quais ele não deveria aprender nada.
Nem poderia ser obrigado a produzir uma peça de mestrado, como os aprendizes regulares, porque não possuía a habilidade suficiente. Pouco se sabe sobre este assunto que só se pode entregar a especulação, no entanto, é de alguma conseqüência no esforço de recuperar uma imagem dos usos das Lojas nos velhos tempos. O ponto principal aqui é que, desde os tempos mais antigos, não se considerava ilegal ou irregular para as Lojas operacionais aceitarem membros que não fossem pedreiros de oficio. Com isso em mente, será mais fácil entender como, nos últimos anos, os pedreiros não operativos se tornaram aceitos.

DECLINIO DA MAÇONARIA OPERATIVA
Parte - 02

No século XV, a Maçonaria operária começou a declinar; No século seguinte, quase sumiu da existência, e principalmente devido à Reforma Protestante na Inglaterra. Todas as Guildas foram suprimidas por Henrique VIII (ver Estatutos de 37 Henry VIII, 4 e I Edward VI, 14) e as corporações dos monastérios foram dissolvidas, os seus fundos e bens  foram confiscados pela Coroa. As catedrais já não eram mais erguidas. Nos olhos dos puritanos, que rapidamente passaram  à frente , os monumentos da religião papista (Católica), foram considerados em perigo e a preocupação era que muitos desses fossem desfigurados ou parcialmente destruídos. A mesma amargura foi dirigida contra todas as outras estruturas de tipo semelhante, os antigos alojamentos dos maçons operativos, chamados originalmente para erigir as construções , encontraram-se sem ocupação. Alguns deles, portanto, acredita-se, voltaram sua atenção para as casas palacianas para a nobreza do país rico, mas a maioria deles morreu ou manteve uma existência lânguida.(*1)
 Outras influências convergiam para o mesmo fim. As guerras civis deixaram o país exaurido. Novas cidades surgiram com novas tradições, e alguns dos velhos estilos de vida passaram para um segundo plano. Ao mesmo tempo, e devido a uma escassez de trabalhadores, trabalhadores estrangeiros foram importados da França, Holanda, Alemanha e Itália, e estes tinham outros costumes e tradições. No mundo do pensamento humano , ocorreram outras revoluções, silenciosas, mas poderosas, uma delas dando origem à fundação da famosa “Royal Society”, dos quais membros eminentes da primeira Grande Loja eram membros, alguns deles bastante ativos. Em outras palavras, toda a vida da Inglaterra sofreu uma profunda mudança, de modo que uma organização como o Ofício da Maçonaria teve que mudar com ela e encontrou-se em um conjunto de circunstâncias bastante diferentes das que obtiveram nos séculos XIII e XIV .

É um fato de algum significado que o número de pedreiros não operativos aceitos nesse momento parece ter aumentado à medida que o Craft como um todo diminuía. A maioria dos nossos escritores tem visto nestas conexões de causa e efeito, e não há motivo para as enxerga-la  como um  erro.
Os Livros de eventos das Lojas mais antigos ainda existentes na Inglaterra datam do início do século XVIII.
Mas na Escócia, os registros são muito mais antigos, os Livros de eventos das Lojas Kilwinning datados de 1642, Livros de eventos das Lojas Aberdeen, a partir de 1670. Desses Livros de eventos das Lojas e de outros registros antigos, descobrimos que não só os não operários foram adotados pela lista de lojas escocesas, mas também Eles (os não operários) participaram ativamente dos assuntos das Lojas. Murray Lyon, cuja História da Loja de Edimburgo  em um trabalho de pesquisa profunda, diz que o primeiro registro autêntico de um membro não operativo é de 8 de junho de 1600, quando John Boswell, Laird of Auchinleck, é aceito entre  irmãos.
Dois anos antes dessa época, no entanto em 1598, William Schaw, a quem Lyoll acredita ter sido um membro honorario, assinou e promulgou dois conjuntos de estatutos ou códigos de Leis, uma para uso do Craft em geral, a outra para uso pela Loja de Kilwinning. Schaw assinou como "Mestre da Obra, Vigário dos Maçons". Em julho de 1634, Lord Alexander, Viscount Canadá, Sir Anthony Alexander e Sir Alexander Strachan foram admitidos na Loja  de Edimburgo. Como historiador do ofício escocês por excelência, as palavras de comentário de Lyon a este respeito merecem destaque:
 "É digno de observação que, com poucas exceções, os não-operários que foram admitidos na comunhão maçônica nas lojas de Edimburgo e Kilwininng durante o século XVII eram pessoas de qualidade, as mais destacadas, como o resultado natural de suas Posições Sociais , sendo feita na antiga casa de hóspedes. A admissão à comunidade em uma instituição composta por maçons operativos  associados para fins de construção , com toda probabilidade, se originaria no desejo de elevar sua posição e aumentar sua influência e, uma vez adotada O sistema se recomendaria ainda mais à Fraternidade pelas oportunidades que apresentava para cultivar a amizade e apreciar a sociedade de cavalheiros.
 "Por outro lado, os não-operativos  que se conectam com a Loja como membros, seriam ativados, em parte, por uma disposição para reverter os sentimentos que provocaram a concessão da comunhão, em parte pela curiosidade de penetrar no arcana Do Ofício e em parte pela novidade da situação como membros de uma sociedade secreta e participantes em suas cerimônias e festividades ".

OLD SCOTCH LODGE RECORDS
Parte - 03

Hughan expressou a surpresa sentida pela maioria de nossos estudiosos no fato de que os registros das Lojas deveriam voltar muito mais na Escócia do que na Inglaterra; Ele escreve: "Por que tantos Livros de eventos das Lojas ainda são preservados na Escócia, existindo  muito antes da instituição da Grande Loja, mesmo alguns do século XVII, e ainda que quase esses mesmos livros não se encontram na Inglaterra, parece inexplicável". Os registros do Alnwick Lodge remontam a 1703. Parece que um alojamento não-operatório existia em York, para julgar pelos registros, já em 1705.
O extinto Haughfoot Lodge tinha uma maioria de pedreiros não-operativos bem com um ritual e cerimônia já em 1702 . Essas entradas mostram que as práticas não-operativas estavam em voga anos antes da fundação da primeira Grande Loja Especulativa em Londres, 1717.

O primeiro registro existente de um homem que foi feito, um Mason não-Operativo em solo inglês é o de Robert Moray, que foi "feito" em Newcastle, pelos membros da Loja de Edimburgo com o exército escocês, 20 de maio de 1641. Mas O mais famoso de todos os primeiros pedreiros não-operativos  foi Elias Ashmole, iniciado em Warrington em 16 de outubro de 1646. Ashmole nasceu em Lichfield em 1617, foi educado e, tornou-se um capitão durante a Grande Rebelião, Foi eleito membro da Sociedade Real, conferiu-lhe o grau de MD, foi feito Windsor Herald e, além de todos esses interesses e atividades, indicou muito tempo para um estudo de ocultismo, astrologia, botânica, história e vários outros assuntos . Sua terceira esposa era a filha de seu amigo, Sir William Dugdale. Um trabalhador colecionador de curiosidades e objetos de valor ou um antiquário, ele apresentou sua coleção para a Universidade de Oxford, onde ainda é conhecido como o Museu Ashmolean. Ele foi o autor de uma História da Garter. His Life and Times, em 1774. O diário contém dois itens referentes à Maçonaria, da seguinte forma: ortografia e pontuação como no original:

(Ashmole MS 1136)
1646. [folha 19, verso]

16 de outubro. - 4:30 P. M. Eu fui feito um pedreiro livre em Warrington em Lancashire, com Coll: Henry Mainwaring de Kanincham em Cheshire. Os nomes dos que estavam lá da Loja; Sr. Rich Penket Warden, Jr. James Collier, Sr. Rich Sankey, Henry Tattler, John Ellam, Rich: Ellam e Hugh Brewer.

Depois de trinta e seis anos, aparece outro extrato que contém menção à Mason's Company de Londres. É aqui dado na íntegra:

Março de 1682. [folio 69. verso]

10. - Cerca de 5 P.M. Eu recisto. Um Sumons para se alimentar. Em uma hospedaria a ser realizada no dia seguinte, no Masons Hall London.

11º. - Conseqüentemente, fui, e ninguém foi admitido na Bolsa de Maçons Livres.

Ir. William Wilson Knight, Capitão Rich: Borthwick, Sr. Will: Woodman, Sr. Wm. Gray, o Sr. Samuell Taylour e o Sr. William Wise.

Eu era o companheiro sênior entre eles (35 anos desde que fui admitido). Havia presentes, além de mim, os Fellowes depois do nome.

Sr. Tho: Sr. sábio da empresa dos maçons este presente ano. Thomas Shorthose, Sr. Thomas Shadbolt, Waindsford Esqr., Nich Nich: Young, John Shorthose, William Hamon, John Thompson e Will: Stanton.

Todos nós dínamos no halfe Moone Taverne em Cheapside, em um Noble Dinner, pré-pago à carga dos New-accepted Masons.


A COMPANIA DE PEDREIROS
Parte - 04

A Companhia de Pedreiros, sem dúvida mencionada na citação acima, é o assunto de um livro inestimável de Edward Conder com o título Hole Crafte e Fellowship of Masons. Este corpo de maçons foi incorporado em 1410 - 1411 e recebeu uma concessão de armas no décimo segundo ano de Edward IV 1472-1473) de William Hawkeslowe, Clarenceaux King of Arms. Os registros da cidade de Londres mostram que este organismo deve ter funcionado já em 1356 porque as regras para sua orientação foram formadas naquele ano. Em 1530, o nome foi alterado para a "Companhia dos Maçons". Conder pensa que há boas razões para acreditar que esta empresa começou em algum lugar no início do século XIII.

O ponto interessante aqui, à luz do nosso objetivo atual, é o fato de que associado a esta Mason's Company era outra, e talvez organização subsidiária, denominada "The Accepcon" (Acception). Encontrava-se no mesmo salão e estava de alguma forma conectado, como se afirma Edward  Conder:

"Infelizmente não foram preservados livros relacionados com este Acception - ou seja, a Loja -, podemos, portanto, apenas formar nossas idéias sobre o seu funcionamento a partir de algumas entradas financeiras. A partir destes, verifica-se que os membros da Companhia pagaram 20s para vir na Acepção e desconhecido 40. Se eles pagaram uma margem de renda para os fundos da Companhia, é impossível, na ausência do antigo Quarteridge Book, declarar. Um assunto, no entanto, é bastante certo do livro antigo De contas que começaram em 1619, que os pagamentos feitos pelos maçons recém-aceitos foram pagos aos fundos da Companhia, que parte ou tudo isso foi gasto em um banquete e as despesas que o acompanham, e que qualquer outro montante necessário foi pago a partir do Fundos ordinários da Companhia, comprovando que a Companhia tinha todo o controle da Loja e seus fundos ".

Parece que os membros da Compania não eram maçons operativos. Se esse fosse o caso, é claro que os maçons não operacionais foram admitidos em algum ponto já em 1619, e provavelmente muito antes disso. Se essa suposição for sólida, segue-se que algum tipo de Maçonaria não-operativa ou especulativa, existia na metrópole mais de um século antes da fundação da primeira Grande Loja. Além disso, parece que Ashmole esteve presente na "Accepção" no momento referido em sua segunda entrada citada acima. Com a força desse fato, alguns escritores, irmão. A.E. Waite, por exemplo, sugeriram que a semente de que nossa Maçonaria simbólica moderna teve sua origem pode ter sido plantada lá por homens como Ashmole, que estavam interessados ​​em simbolismo, ritual, ocultismo e todos esses assuntos.
 Que se conhecia algo de uma sociedade de maçons durante a segunda metade do século é provada por referência a tal em alguns livros da época. Randle Holme (o terceiro desse nome), em seu Acadamie de Amorie, publicado em 1688, refere-se aos Freemasons desta maneira:
 "Não posso deixar de honrar a Sociedade de Pedreiros por causa da sua Antiguidade, e quanto mais, como membro dessa Sociedade, chamou de Maçons Livres".
 Dois anos antes da aparição do volume de Holme, o Dr. Robert Plot publicou a História Natural de Staffordshire, no qual ele se referiu aos maçons numa veia algo satírica:
 "Para estes adicionar a Alfândega relativa ao Condado, do qual eles têm um, de admitir Homens na Sociedade de Pedreiros Livres, que nos campos de parentes deste Condado parece ser de maior solicitação do que em qualquer outro lugar, embora eu ache  eles.
Se espalharam mais ou menos por toda a Nação, pois aqui encontrei pessoas de qualidade mais eminente, que não desdenhassem de ser desta Sociedade. Nem precisa delas, se fosse daquela Antiguidade e honra, que é fingida em um grande pergaminho Volume que eles têm entre eles, contendo a História e Regras do ofício de alvenaria.


"Em que Sociedade quando são admitidos, eles convocam um encontro (ou loja como eles o denominam em alguns lugares), que deve consistir em 5 ou 6 dos Antigos da Ordem, quando os candidatos presentes com luvas, e assim Da mesma forma às suas esposas, e entreter com uma colação de acordo com o costume do lugar, eles procedem à admissão deles, que consiste principalmente na comunicação de certos sinais secretos, pelo qual eles serão  reconhecidos entre si em todo o mundo porque os mesmos  viajam para outros lugares pois se algum homem parece ser completamente conhecido que pode mostrar qualquer um desses sinais  a um Companheiro, a quem eles chamam de pedreiro aceito, ele é obrigado a vir a ele e prestar algum tipo de auxilio ,e  apoiá-lo até que o trabalho possa ser terminado.
 John Aubrey, um amigo do Dr. Plot e também um antiquário, escreveu a História Natural de Wiltshire aproximadamente na mesma época, com uma cópia de caneta da qual ele inscreveu um memorando que diz:
 "Memorando. Este dia, 18 de maio, sendo segunda-feira, 1691, após o Domingo de Rogação é uma ótima convenção na Igreja de São Paulo da Fraternidade de pedreiros adotados, onde Sir Christopher Wren deve ser adotado um irmão e Sir Henry Goodric de A Torre, e os outros outros. Houve reis que tenham sido desta natureza ".

WREN A MASON?
Parte - 05

Esta referência a Wren levanta uma questão sobre a qual houve um longo debate continuado. O famoso arquiteto, o construtor de Londres, depois do grande incêndio, um Maçom?
Claro, ele era um arquiteto e, portanto, um membro do Craft em um sentido geral, mas ele era um membro de uma loja ? Gould dedica cinquenta e quatro de suas páginas mais fortemente testadas para provar que ele não era, e que qualquer afirmação a esse respeito é fácil e simples.  F. De P. Castells escreveu uma crítica cruel sobre essas páginas em um ensaio esplêndido publicado em Transactions of the Authors Lodge, vol. II, página 302. "Todos admiramos a erudição de Gould", ele observa; "Sua História é uma obra monumental. Mas, nesse assunto, ele se mostrou mais instruído do que sábio, pois ele se colocou em uma falsa luz, no qual o vemos como um crítico de culto, cavilando, parecendo com fatos e lançando dúvidas Em tudo sugerindo a ideia de Wren ser um pedreiro ". Alguns irão acreditar, talvez, que o Ir. Castells tem um pouco exagerado o assunto, mas isso não está nem aqui nem aí; Ele repousa seu próprio caso em quatro provas; Primeiro, as Constituições de 1738; Em segundo lugar, um trecho do Postboy, um artigo de Londres que, em seu anúncio da morte de Wren, se refere a ele como "aquele Freemason digno"; Em terceiro lugar, a notação Aubrey citada acima e, em quarto lugar, a declaração de Preston no sentido de que "Wren presidiu a antiga Loja de São Pauls durante a construção da catedral". Mas o que parece ser o argumento em Bro. O argumento de Castell é dado em seu postscript, no qual há tanta questão de interesse que pode ser citada na íntegra:
"O que precede foi entregue como uma Palestra. Desde então, no entanto, tendo visto os registros da Loja da Antiguidade que o irmão Rylands trouxe à luz, sinto que a questão é absolutamente resolvida. A Loja já havia registrado que voltou a 1663. Mas quando um Inventário foi feito em 1778, tudo antes de 1721 desapareceu. Isto é referido em um Memorando como "a indignação", porque era um caso de apropriação indevida. Ainda assim, os poucos registros agora existentes são suficientes para satisfazer Qualquer um. Assim, as Minutas de uma reunião realizada em 3 de junho de 1723, dão a substância do que os Irmãos decidiram: "O conjunto de castiçais de mogno apresentado a esta Loja pelo seu antigo mestre digno, Sir Christopher Wren, ordenou que fosse Cuidadosamente depositado em uma mala de madeira com um pano para ser imediatamente comprado para o efeito. A razão para isso era que, como "o digno e antigo mestre" da Loja havia morrido, eles estavam ansiosos para preservar os candelabros como lembranças preciosas de sua conexão com a Loja. Há também um Memorando sobre uma Assembléia Geral de um Número Greate Dos pedreiros livres mantidos no dia 24 de junho de 1721, "o que é notável por incluir entre os presentes" Christopher Wren, Esq. ", O único filho do arquiteto, cujo nome reaparece de forma semelhante oito anos depois. Obviamente, o filho Foi um daqueles que ajudaram a criar a Primeira Loja principal, assim podemos entender que o pai deveria ter designado ele como seu deputado quando a Fraternidade celebrou o Capestone em 1710. E, no entanto, Gould, quando escreveu sua História, não Saiba que alguém já reivindicou o filho como membro da nossa Ordem! Foi levantada a questão de saber se a Loja original da Antiguidade era um dos Freemasons especulativos. Os três Candlesticks oferecem um bom fundamento para a presunção, mas deixa o Membro S da Loja falam por si mesmos. No acta de uma reunião em 3 de novembro de 1722, lemos: "O Mestre informou os procedimentos da Grande Loja e do Ir. A nomeação de Anderson para revisar as antigas Constituições. Foi a Opinião da Loja que o Mestre e seus Guardas participam de todos os Comitês durante a revisão das Constituições de que nenhuma variação pode ser feita no Antient Establishment ". Este zelo para manter a velha ordem nos permite afirmar positivamente que a Grande Loja de 1717 não criou a Maçonaria, mas simplesmente reorganizou a Fraternidade ".

A partir dessas citações e das considerações das primeiras práticas operativas mencionadas nos parágrafos iniciais deste artigo, é evidente que o elemento de membros e princípios não operacionais estava no Craft desde os primeiros tempos. E que uma interpretação conservadora da história maçônica sugeriria que esse elemento chegasse no tempo, e que devido a mudanças sem e dentro do Ofício, para equilibrar a influência operativa, resultando finalmente em uma completa reorganização da Fraternidade. Mas de acordo com uma visão mais radical, que também precisa ser considerada, este elemento não-operacional não poderia, por si só e sem assistência externa, ter provado ser suficientemente poderoso para trabalhar as muitas mudanças que ocorreram no "reavivamento" de 1717 . Outra influência deve ter sido no trabalho, como esta visão mantém, e que, de fora do Craft, causam mudanças tão revolucionárias como indubitàvelmente ocorridas. Alguns dos argumentos apresentados por aqueles que ocupam esse cargo merecem consideração.

Muito pouco é realmente conhecido sobre a formação da primeira Grande Loja, mas parece certo que foi gerada muita fricção entre os "membros antigos" e as lojas independentes por mudanças radicais que foram feitas pela primeira Grande Loja. Esse fato pode significar que foram feitas inovações em rituais e regulamentos e que isso despertou a inimizade dos "irmãos mais velhos" que temiam inovações.
Se assim for, mostraria que o novo material foi introduzido de fora, senão não haveria qualquer insatisfação com a nova ordem das coisas.

O SIMBOLISMO DO TEMPLO
Parte - 06
 Pode ser possível oferecer o elaborado sistema de simbolismo construído sobre o Templo do Rei Salomão como um caso em questão aqui. Não remonta a Maçonaria de volta ao rei Salomão, mas muito além dele para Nimrod e para Euclides. No MS de Dowland, datado de cerca de 1550, Hiram Abif é mencionado, mas apenas como um nome entre muitos. Em 1611, a versão King James da Bíblia apareceu na Inglaterra e suscitou um interesse quase universal, particularmente nos relatos do antigo testamento de Salomão e seu Templo. No final do século e no início do século, esse interesse era tão geral que muitos modelos do Templo foram construídos e exibidos em centros populosos, e os manuais que os descrevem receberam circulação geral, algo que deve ter sido peculiarmente interessante para os antigos Maçons , Que provavelmente havia muito apreciado as tradições relativas a esse edifício histórico.
Quando Anderson preparou a primeira edição de suas Constituições, ele incorporou em uma nota de pé uma sábia explicação do nome "Hiram Abif", uma coisa que ele não teria feito se seus leitores já estivessem interessados. A referência desses fatos, assim esboçados brevemente, é que existe há muito tempo no Ofício um germe de interesse no Templo de Salomão. Que este germe se encontrou em um ambiente favorável ao desenvolvimento quando o interesse na matéria se tornou popular. E que esse desenvolvimento encontrou um lugar no Ritual no início do século XVIII sob uma forma agora familiar. Se esta leitura do assunto é bem fundamentada, segue-se que o simbolismo do Templo é um caso de desenvolvimento dentro do Ofício devido a condições externas.

Aqueles que consideravam que o "reavivamento" em 1717 era devido em grande parte à influência de fontes externas apontavam para o Cabalismo, os Templários, Os  Cavaleiros  Rosicrucianismo, Hermetismo, etc., uma consideração de todos os quais exigiria muito espaço.
Mas mesmo assim, uma outra influência "externa" pode ser referida agora, pois não recebeu tanta atenção como parece merecer. Refiro-me ao clube inglês, que era uma influência social tão potente na vida inglesa do século XVIII. Quase todos os homens, ricos ou pobres, pertenciam a um; Havia clubes de bebedouros, clubes musicais, clubes literários, clubes de homens gordos, clubes de Odd Fellows, clubes chineses, clubes para homens com narizes grandes e para pequenas e todas as outras formas imagináveis ​​de organização para fins de sociabilidade. Num dia em que os jornais diários eram inexistentes e os livros eram escassos, esses clubes eram centros de fofocas e informações gerais, bem como sociedades para a propagação de várias "causas", todas embalsamadas para sempre nos ensaios de Addison, Steele, Goldsmith E os outros imortais do tempo. As primeiros lojas de pedreiros especulativos surgiram em resposta a essa necessidade de clubes?
A questão precisa de uma analise mais completa do que ainda recebeu, porque há algo a ser dito para isso. Gould, lembrará, atribuiu a participação de Desaguliers no Craft ao seu desejo de vida no clube, e Bro. Arthur Heiron mostrou quão poderosa foi a influência do clube na Maçonaria do século XVIII em seu excelente livro Maçonaria antiga e Old Dundee Lodge.
De minha parte, não acredito na "teoria do clube" da origem da Maçonaria especulativa, mas o assunto é oferecido aqui como um exemplo dessas teorias que olham para influências externas como explicando a transformação da Maçonaria Operativa em especulativa e, como Uma sugestão aos alunos de que eles investigam um campo fascinante.


A título de conclusão, pode-se dizer que, até que se saiba mais sobre o Período de Transição, será necessário que cada leitor maçônico se sinta bem no escuro, enquanto mantém o seu julgamento sobre muitos assuntos em suspenso, até agora é realmente pouco conhecido, e isso muitas vezes é bastante conflitante.
No entanto, não obstante, parece que alguns dos nossos conhecimentos mostram uma continuidade ininterrupta entre os antigos alojamentos maçônicos operativos e a Instituição que os substituiu em 1717, e que em grande parte continuaram as práticas e os princípios dos maçons medievais Na Maçonaria especulativa; Ainda temos Aprendizes, Companheiros e Mestres; Ainda nos encontramos em lojas como antigamente, sob o governo de Masters e Wardens; Observamos sigilo próximo e utilizamos cerimônias de iniciação divididas em graus ou graus.
Mantendo-o em conjunto, como um quadro sólido, é o uso emblemático e simbólico das ferramentas e práticas dos construtores e, no centro de tudo, é o edifício mais famoso da história e o construtor mais famoso sob tais circunstâncias de drama e mistério como ajuda Todo Maçom é melhor para entender a si mesmo, e o mundo, e Deus, e os segredos da vida que é a vida de fato.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

MACKEY'S ENCYCLOPEDIA (Edição Revisada)

Aceito, 10; Anderson, 57; Antiguidade da Maçonaria, 66; Aprendiz, Inscrito, 70; Ashmole, 81; Constituições, 175; Cromwell, 186; Graus, 203; Desaguliers, 207; Dunckerley, 223; Edwin, 230; Fellow Craft, 261; Livre e Aceito, 281; Freemason, 282; Freemasonry, Early British, 283; Geometria, 295; Gilds, 296; Hermetic Art, 323; Inovações, 353; Kabbala, 375; Kilwinning, 381; Legenda, 433; Lodge, 449; Mason, 471; Master Mason 474; Arte Operativa, 532; Points of Fellowship, 572; Maçonaria Progressiva, 591; Escócia, 671; Maçonaria especulativa, 704; Stone-Masons, 718; Graus simbólicos, 752; Wren, 859; York 866.

LIVROS CONSULTADOS


Ars Quatuor Coronatorum, Transações da Loja do Autor, I, II, III. Constituições dos Freemasons, Anderson. Uma breve história maçônica, Armitage. História natural de Wiltshire, Aubrey. Grande Loja da Inglaterra, Calvert. Mackay's Revised History of Freemasonry, Clegg. Hole Craft e Fellowship of Masons, Conder. Evolução da Maçonaria, Darrah. Ahiman Rezon, Dermott. Club Makers e membros do clube, Escott. História da Maçonaria, Findel. História concisa da Maçonaria, Gould. História da Maçonaria, Gould. Maçonaria antiga e Old Dundee Lodge, Heiron. Acadamie Armory, Holme. Esboços maçônicos e reimpressões, Hughan. Espírito de Maçonaria, Hutchinson. Arquitetura medieval, Kingsley. História da Loja de Edimburgo, Lyon. Maçonaria de Guild em Making, Merz. História de Lodge Aberdeen, Miller. The Builders, Newton. Ensaio sobre os Usos e Alfândegas da Maçonaria Simbólica no século 18, Oliver. Maçonaria de Preston, Oliver. Tradição, Origem e História Inicial da Maçonaria, Pierson. História natural de Staffordshire, Parcela. Ilustrações de Maçonaria, Preston. Maçonaria antes da existência de Grand Lodges, Vibert. Story of the Craft, Vibert. Nova Enciclopédia da Maçonaria, Waite. Freemasonry e os deuses antigos, Ward.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

O Salário do Maçom

A Maçonaria Operativa, como estrutura de regulação do acesso e prática da actividade profissional de construtor em pedra, regulava igualmente as formas de pagamento e os montantes dos salários dos seus associados.
Também na Maçonaria Especulativa os maçons recebem o seu salário. Simplesmente, como tudo na Maçonaria Especulativa, o salário que o obreiro recebe é simbólico.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

A Missão da Maçonaria no Mundo de hoje...



A Maçonaria desde a sua existência, passa por diversos processos de
transformações e provas, mas, resistirá heroicamente a todos os golpes de seus próprios
filhos e sairá fortalecida sempre, pois tem uma missão a cumprir, e a cumprirá a
despeito de todos quantos forem aqueles que se voltem contra ela. Sua força está em
saber esperar e em saber resistir, sobretudo em ter a Razão contra tudo que seja
escravidão, fanatismo, ignorância e aviltamento, pois o G.'.A.'.D.'.U lhe dará sabedoria e 
Força, eternamente derrotando estes inimigos.

No caminho estreito do mundo há uma árvore de mau agouro e frondosa: a
Crueldade que, produziu durante a história, ditadores, traidores, corruptos e sem
princípios que abusam da confiança do povo, em todas as épocas e de todos os
tamanhos. Estes elementos eram e são cheios de vaidades e ambições, duros de corações,
carentes de escrúpulos, inimigos da liberdade de ação e expressão, e inimigos
principalmente da Maçonaria que, tem a Verdade e a Justiça como pilares básicos de
seu Templo Imortal.
A Maçonaria tem como grande missão redimir, elevar, impulsionar e iluminar a
Humanidade, dando a entender que não estamos isolados no mundo.
O trânsito que a Humanidade se conduz, pode ser considerado como a raiz de
uma árvore que um dia luzirá como copa frondosa, sustentada por tronco rijo e idoso,
do qual somos a primeira célula.
Pode-se afirmar que o progresso da Maçonaria é o resultado de uma cadeia de
homens decididos e virtuosos, e mesmo assim, os passos que são dados na vereda do
progresso, são tão curtos como minguado é o tempo que leva a Família Humana na
face da Terra, comparado com os astros de sistema solar.
Dizer sim como o Sol que ilumina os bons e os maus, dá calor a todos sem
exceção ou distinção a todos os seres da Terra, assim deve a Maçonaria estender seu
amor e sua benevolência a todas quantos a rodeiam, sem distinção, sem discriminação e
muito menos sem rancores, porque tanto como o Amor é fértil, o Ódio é estéril e destrói
o ser humano.


O Primeiro Maçom Especulativo

Para Nietzsche, por exemplo, a verdade é um ponto de vista. Ele não define nem aceita definição da verdade, porque não se pode alcançar uma certeza sobre a definição do oposto, da mentira.


O Primeiro Maçom Especulativo 



Elias Ashmole (1617-1692) não foi o primeiro maçom especulativo. 
Nem era o segundo, terceiro ou mesmo décimo!

Os primeiros maçons especulativos foram segundo esse trabalho  Willian, Lord Alexander, seu irmão Anthony Alexander (Mestre de obras) e Sir Alexander Strachan de Thornton. Eles foram iniciados em 3 de julho de 1634, na Loja de Edimburgo, o que é mais de 12 anos antes de Elias Ashmole  (1) . Para compreender a importância deste fato e para definir a "Iniciação" do Ashmole, em contexto, é necessária uma informação de base.
Na época destes eventos, a Escócia era um país totalmente independente da Inglaterra.
 Em 1603  (Jaime VI da Escócia tornou-se Jaime I da Grã-Bretanha que na época não existia ele era Rei da Escócia e Inglaterra simultaneamente mas não uniu os dois países em outros aspectos. Por exemplo, a Escócia manteve o seu próprio Parlamento, o sistema monetário, as leis, a religião e, claro, a Maçonaria.
Em 1534, Henrique VIII de Inglaterra instituiu uma reforma religiosa, tornando-se o chefe da igreja no lugar do papa em Roma. 
A sua motivação para fazer isso foi a sua necessidade de anular o seu primeiro casamento com Catarina de Aragão e a recusa do Papa em conceder tal anulação.
Os motivos eram, portanto, legais, jurisdicionais e políticos, em vez de religiosos (2)
Uma vez em movimento, Henrique teve a oportunidade de confiscar a maior parte do dinheiro e propriedade da igreja. As organizações de oficio e grupos politicos que apoiaram e encorajaram práticas religiosas pré-Reforma foram varridos,  dinheiro e propriedades foram confiscados e isso incluía as guildas inglesas. 
A situação na Escócia era bastante diferente. A Reforma protestante teve lugar na Escócia em 1559 e foi religiosa na sua natureza. 
A Igreja Católica e muitas das suas práticas foram substituídas por um sistema inteiramente novo de respeito religioso baseado no *2 calvinismo . Ao contrário da Inglaterra, as guildas escocesas (conhecidas como *1 corporações ou Gremios), não foram abolidas, mas seu apoio religioso para a igreja pré-Reforma simplesmente cessou quando a nova fé protestante foi estabelecida.(3)


terça-feira, 8 de agosto de 2017

A Verdade sobre a Maçonaria na Alemanha nos anos de 1935-1945

Em 08 de agosto de 1935, Hitler dissolveu, por decreto, a Maçonaria Alemã e os Templos foram ocupados, saqueados e destruídos, sendo que vários irmãos que não conseguiram fugir para a França foram presos e mortos, alguns acompanhados de suas famílias.
Não há como esquecer essa data...


domingo, 6 de agosto de 2017

CAIXA DE "MARK" DE ABERDEEN




CAIXA DE "MARK" DE ABERDEEN

























Para Nietzsche, por exemplo, a verdade é um ponto de vista. Ele não define nem aceita definição da verdade, porque não se pode alcançar uma certeza sobre a definição do oposto, da mentira.


A maioria das Fraternidades e grupos operativos existentes na Escócia no Século XVII, como os Jardineiros Livres; Pescadores livres; Comerciantes Livres e mais algumas fraternidades de profissionais livres . Estes grupos forneciam assistência financeira a seus membros, além de atividades iniciaticas e cerimoniais.

Sabe-se, por uma variedade de fontes, que, por exemplo, os Jardineiros Livres reservam algumas de suas receitas especificamente para fins de caridade.

Tal caridade foi exclusivamente destinada aos membros desses agrupamentos e suas famílias.

No entanto, antes da existência de bancos, essas fraternidades tinham um método diferente de manter o dinheiro seguro e isso era quase sempre feito na forma de uma caixa muito parecido com as fotos que estão acima.

Segundo esse trabalho as Lojas maçônicas possuíam "caixas" de madeira maçica e mantinham o seu conteúdo seguro pelo uso de fechaduras de ferro que na época seriam similares a um cofre.

Estas caixas possuíam duas chaves de bloqueio e que eram bem diferentes entre si. Essas caixas geralmente tinham três fechaduras com três chaves diferentes. O objetivo de ter chaves diferentes, seja duas ou três, era que diferentes membros da Loja possuíam uma chave. Isso significava que a caixa só poderia ser aberta quando os dois ou três membros da Loja estivessem presentes e concordassem que fosse aberta. O significado dos três membros do Loja possuírem chaves diferentes era da necessidade de estarem presentes e concordar em abrir a caixa. E seguindo este raciocínio os três deveriam concordar e fiscalizar o destino do dinheiro